sábado, 4 de julho de 2009

Bem vinda!!!!

















Zoe nasceu!!!
Sim, Zoe é minha priminha!
Hoje ao abrir minha caixa postal, vi que tinha um e-mail muito especial.
Abri ansiosamente e lá estavam as fotos do mais novo membro da minha família.
Me emocionei ao ver o seu rostinho, e um pequeno filme passou pela minha cabeça!
Sua mãe, minha prima Alessandra, quando pequena veio ao Brasil por ciúmes creio eu, vivíamos brigando. Entre tapas e mais tapas, entre choros e castigos, convivemos juntas por um mês!
Logo depois, foi minha vez de visitá-la, só que ao invés de ficar em sua casa, fiquei na casa da minha nonna!
Como me lembro desses dias tão especiais. Eu tinha 6 anos, e parece que ainda posso sentir as mesmas sensações daqueles dias!
Foram mais brigas, mais choros, mais castigos. Não nos suportávamos.
Os anos passaram.
A birra continuou, birra por bobeira. Não podia ouvir o nome da minha prima que me enervava. Sim, quem me conhece sabe que eu sou assim mesmo!!!!
Completei 18 anos e, meu tio me presenteou com uma passagem para visitá-los. Sozinha, sem falar uma palavra direito em italiano, fui...
Fui com o coração na mão, pois na época uma filha de italiano tinha sido convidada a voltar para o Brasil sem motivos aparentes, isso bem nas vésperas da minha viagem. Graças a Deus comigo tudo deu certo.
Minha tia (a mãe dessa minha prima) foi me buscar no aeroporto e me levou diretamente para sua casa.
Pensei:
- Putz, vou ter que fazer cara de pastel para a Alessandra!!!
Quebrei a cara, ou será que quebramos?
Ela, uma moça, super mudada. Acabamos tendo dias maravilhosos juntas!!!
Voltei depois de um tempo, com 21 anos e, pude ter a certeza que o tempo a tinha transformando em uma grande mulher!!!
O tempo passa, caminhos cruzam e descruzam.
Recebo o convite de seu casamento!
Depois de quase um ano, a notícia de sua gravidez!
E hoje, olhando para as fotos, chorei!
Chorei pois tive que aprender a conviver com a saudade, a ausência da minha família.
Ausência no sentido físico. Eu sei que o amor nos une, mas nem sempre isso foi o bastante.
Quando ligávamos para a casa da minha nonna e eu ao falar com ela ouvia o burburinho dos meus primos, sentia uma ponta de inveja ou seria tristeza por não estar lá?
No fundo, nunca me conformei com a distância. Sempre sonhei com uma ponte que pudesse unir a cidade da minha avó com a minha. Uma ponte que não fosse apenas a do amor!
Respondi seu e-mail emocionada, com lágrimas caindo e embaçando a minha visão e deixando meu coração cheio de alegria.
Apenas espero poder um dia poder abraçar a pequena ou talvez, grande Zoe!!!
Seja bem vinda meu anjo!!!!!

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