domingo, 13 de junho de 2010

Santo Antônio, hunft!!!!

Fui criada com a base do respeito, apesar de ser família italiana. Digo isso porque quando os sangues entram em ebulição o estardalhaço é geral!!!
Aprendi que temos que respeitar o outro independente de quem ele seja. Respeito gera respeito!
Não importa se o outro é budista, evangélico, católico. Se é corinthiano, palmeirense ou flamenguista. Baixo, alto, magro, gordo! Todos tem suas qualidades.
Estou falando isso porque há alguns anos atrás , uma amiga católica e fervorosa disse para mim:
- Vamos fazer a trezena de Santo Antônio!!!! Temos que arranjar um namorado!
Ai meu Deus!!! Não sou muito adepta a carolices mas estava mesmo precisando de gatão. Tenho minhas crises de auto-suficiente, de mulher independente, mas na verdade ser sozinha é um porre!
Já que falavam que o Santo era "bão", então todos os dias quando saíamos da escola, com chuva ou frio, íamos para casa tomar banho para depois ir à igreja para fazer a trezena. Eu, toda atrapalhada com aquele livretinho que para mim parecia grego, muitas vezes tinha que pedir desculpas ao santo, para consultar algumas orações que não sabia de cor!
No dia dele, 13 de junho, minha amiga , empolgadíssima disse que assistiríamos a missa!
Antes de entrar, vi aquele santinho que a gente rouba o menino, esconde e só devolve para ele quando o pedido for realizado. Eu, com o pensamento maquiavélico comprei dois, um para mim e outro para minha amiga beata. Seria aquela noite mesma que ele ficaria sozinho sem o menino e claro que também ficaria de cabeça para baixo!!
Assisti a missa todinha como manda o figurino, fiz a fila para tocar no pé do santo e me deram um papelzinho onde deveria escrever um pedido para jogar nele. Papelzinho escrito e jogado, fomos para a fila do pão! Claro, tínhamos que pegar o pão!
Se não bastasse tudo isso, a quermesse estava vendendo o bolo de Santo Antônio, quem comesse e achasse deixaria de ser solteira. Comi quase a travessa toda e nada da medalha!!!
Depois tomei uns dois copos de vinho quente para esquecer a decepção de voltar para casa sem a garantia do fim da minha solteirice!
Conclusão: CONTINUO SOLTEIRA, O SANTO CONTINUA SEM SEU MENINO E PEGUEI UMA BIRRA TREMENDA DO TAL SANTO. Hoje, prefiro esquecer que ele existe!


Um comentário:

  1. Com base na minha experiência, que como do tal pão que o beato do meu pai me traz todo dia do Convento de Sto. Antonio, digo que é melhor deixar o santo fora disso :) Vá correr atrás com as próprias pernas! Espero que o gatão apareça logo! Meow!!! Beijos :**

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