quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Outono

Sou como outono,
deixo minhas folhas caírem para renascer.
As dores se vão, e a alegria chega de mansinho
me surpreendendo com novas cores,
novas folhas
novos ares
novos sabores
Dos galhos secos, a vida surge
da brisa gelada, a vida urge
Reencontro-me nos meus estilhaços
Mulher-menina,
anjo-feiticeira
Tão frágil e forte
portadora de mistérios
Dona do universo
tateando corpos leves
de liquido carmim.



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