Hoje é meu último dia com 38 anos e nesse ano que para mim está se findando eu vivi e aprendi fatos particulares que me fizeram amadurecer, sofrer, sorrir e sonhar.
Não sei ser política e detesto máscaras, tanto que em um exercício da minha pós graduação em Arteterapia e Psicopedagogia pedi para jogar o artefato feito por mim no lixo. Aquilo me incomodou de uma maneira muito séria. Logo, quem me conhece sabe quando estou ou não bem, quando gosto e quando desgosto, se estou feliz ou não, porém não me julgue sem saber a verdade por trás dos fatos.
É muito fácil viver de achismos e suposições criadas em mentes imperfeitas.
Esse ano tive uma crise grande de stress e muitos acharam que era frescura, sacanagem ou sei lá o quê. Aguentei o rojão até onde consegui, até onde as minhas forças puderam. Por dois anos e meio eu não tive um minuto de paz e sossego, tive que administrar muitas emoções e situações ao mesmo tempo. Não sou de ferro e precisei parar, não porque eu quis mas sim porque necessitei.Porque meu corpo e alma gritaram, e eu precisei ouvi-los.
Nesse tempo que estive afastada pude olhar com mais carinho para mim, lutei para sair de uma situação que não me encontrava confortável. Elaborei e reelaborei sentidos e sentimentos. Não foi nada fácil mas consegui. Consegui porque a luta faz parte do meu caminho, do nosso caminho.
Tive encontros e desencontros.
Alegrias e tristezas.
Abraços e discussões.
Superei alguns limites meus, na verdade ainda estou no processo e tenho outros muros para ultrapassar.
Tenho algumas metas para minha vida, mas a mais importante de todas para mim é encontrar verdadeiramente a paz. Através dela conseguimos conquistar tudo o que desejamos. O resto é consequência.
Agradeço a cada um de vocês que fizeram parte desta minha caminhada.Agradeço aos que ficaram e aos que partiram.
Aos que me acolheram e aos que me viraram as costas.
Aos que me aceitaram e aos que me julgaram.
Aos que me amaram e aos que me odiaram.
Agradeço a dicotomia da vida e por vivê-la na minha imensa imperfeição!
Que venha meu último ano dos "inta"!
Se um dia me pedissem para falar a seu respeito, acredite, eu diria admiração. Admiro a sua forma de agir, de viver a vida que na maioria das vezes é um monte de merda. Admiro o fato de você ser forte e ter suportado muito mais do que a maioria suporta em um único dia.
ResponderExcluirNão te conheço direito, mas estou conhecendo. Na maioria das vezes, quando nos encontramos, falamos exclusivamente da Laura. Não que eu não goste, mas prefiro falar de você e poder te conhecer melhor. Eu acho que tô entendendo algumas coisas sobre você só coma s coisas que você tem me dito quando lê algo que escrevo. Eu acho que você tem um pouco do Eric, e talvez por isso eu goste tanto de você. Porque você tem tanto a dizer, tanto o que contar, mas as vezes simplesmente não fala, só observa e deixa a coisa toda passar, quando sabemos que ela não passa, ela só encontra um lugar pra ficar ali parada.
O fato, é que um dia quero ser como você. Quero ser segura, quero ser forte e, sobretudo, ser corajosa. Ter coragem de ser feliz do jeito que sou. Ser feliz por ser quem eu sou, mesmo que isso incomode um monte de pessoas.
Lu, de verdade, você é uma das poucas nessa minha vida que acrescenta todos os dias uma lição nessa minha vida. Muito obrigada.
Fiquei emocionada com o seu comentário. Obrigada por tudo, principalmente por compartilhar desse momento tão lindo que você está vivendo diariamente na construção do seu maravilhoso livro!!!!! Mil beijos!
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